domingo, 3 de fevereiro de 2019

2018 foi!


Eu sou um indivíduo extremamente pessimista, mas isso você - leitor das antigas por aqui - já sabe. No entanto, hoje me sinto cheia de gratidão por esse ano. Mais uma vez, precisei enfrentar um cursinho pré-vestibular, mais uma vez toda a pressão de um vestibulando, porque a nota não deu. Foi muito sufoco, aulas de segunda a segunda, fracassos mais que vitórias, a sensação de morrer na praia, e tudo isso que só quem enfrentou um cursinho sabe como é.
Todavia, tive boas pessoas comigo ao longo da jornada; pessoas que amenizaram e amenizam todo o caos e seguem comigo, me acalmando e me estimulando a não menosprezar minhas próprias conquistas (meta para 2019 largar esse vício horroroso). Umas pessoinhas que me esfriaram o coração (aqui onde eu moro isso sim é luxo haha) e me mostraram que eu estou no caminho certo - ou pelo menos no meu jeito tronxo de seguir.
Os textos dos anos anteriores falei demais sobre um monte de coisas, mas nesse tudo que eu quero é agradecer: Agradecer aos grandes amigos que encontrei, aos amigos que me reconectei, a mamain que é seeeempre um anjo, e a esse ser maravilhoso que está sempre olhando por mim (Deus é top e eu posso provar!!). Sobretudo, esse foi um ano penoso, mas olhando agora valeu cada momento.
Coloquei apenas três metas para 2019, porque achei que minha vida está okay e não há nada grandioso para mudar (além de querer cumpri-las e, para isso, preciso de tempo).

1. Passar em medicina. (Atingida)
2. Ter mais paciência.
3. Trabalhar na cura do vício que citei ali, de menosprezar minhas conquistas.

Tenho outras coisas em mente como exercícios, leituras, meditação, aproveitamento de tempo, mas já comecei com essas. Tudo é um processo lento e gradual e aceitar isso como parte da caminhada faz tudo ter um novo sentido. Estou me mudando de cidade, pela segunda vez, e sinto agora que estou deixando um lar. Lar é onde seu coração está, e o meu está exatamente aqui, nesse sertão quente e seco que me acolheu como uma mãe pega sua criança ao nascer.

~mini retrospectiva de fotos~


 Obrigada a todos que estiveram comigo ao longo desse 2018 (super longo), sinto-me agora entusiasmada para viver 2019, com fé porque a fé meus camaradas, não costuma faiá.




Isabel Luz.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Oular,


Ainda estamos aqui, porém sem computador no momento para realmente sentar e dissertar acerca da vida. Provavelmente teremos o texto de resoluções de 2018, mas por enquanto só quis dizer oi e leiam o texto da Manie sobre hiperlinks. Feliz 2019 que não surtemos tanto nesse novo ano hahaha

#pas,

Isabel.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Tu vens.



Alceu é de saudade. Ou da praia, ou de você. A leveza com que as músicas me tocam parece a onda tímida que molha meus pés enquanto me benzo para molhar a cabeça. Eu sou assim: entro com calma nas coisas, pé após pé, uma oração, cumprimento Iemanjá, molho as mãos e só então me permito fechar os olhos e me jogar. Assim como as ondas e Valença, seu toque foi leve, buscando às cegas entender todas as coisas. Eu, meio perdida, sem ritual nenhum ou pudor, tateei teu corpo com aspereza, devolvendo-lhe o tato do meu jeito. Ah querido, quem me dera que tu não fosses trem que avassala e atropela, que corre e viaja, que vai e tão logo vem. Que fosses onda por inteiro, viesse ligeiro e esperasse tranquilo tudo de mim





Bebel.